Até 2012: O Joule existe para ajudar outras pessoas como eu e como nossos fundadores. Perdi minha mãe num acidente quando tinha 1 ano. Meu pai suou muito para sustentar os 3 filhos pequenos sozinhos, mas nunca conseguiu se recuperar. Passamos todo tipo de dificuldades financeiras. Nunca pude pagar uma escola particular, um curso de inglês ou uma viagem de intercâmbio. Bem pior do que isso, foram muitas as vezes em que faltou até o dinheiro do ônibus para ir pra escola. Um dia no entanto, durante a minha adolescência, olhando os exemplos e conselhos de outras pessoas que tinham passado por experiências semelhantes descobri que eu tinha em minhas mãos o poder de mudar aquela situação, através do estudo e do trabalho. A ideia do Joule foi também reforçada quando morei por 2 anos em várias cidades da Bahia servindo como voluntário de tempo integral. Conheci de perto histórias de pessoas com as quais a minha história poderia ser chamada de “uma vida boa”.

Muita gente me ajudou durante essa jornada. Família, amigos, chefes, desconhecidos, através de exemplos, palavras, dinheiro e outras formas. Cresci então com o sentimento de que um dia eu precisava devolver isso pra outras pessoas.

2012: Criamos o embrião do Projeto Joule, o “Jovem Coach”. Com uma proposta similar, de conectar pessoas dispostas a ajudar com aqueles que precisam de apoio e incentivo, mobilizamos as pessoas mas a ideia não foi pra frente, o tempo ficou curto.

2014: Foi o ano da decepção, mas também da “ignição”. Ao ser aprovado para fazer um mestrado nos EUA, fui atrás de patrocínio, pois o investimento era enorme. Cheguei muito perto de me afiliar a uma das mais renomadas instituições de apoio e patrocínio de jovens que vão estudar fora. Depois de ser selecionado com cerca de 30 outros jovens num universo de quase 40mil inscritos, fui reprovado na última etapa. Saí arrasado (e sem a bolsa). Acharam que eu não tinha um sonho grande. Percebi que muitas das organizações que existem hoje ajudam aqueles que de fato não precisam: os mais espertos, inteligentes, realizadores, conquistadores. A ideia de criar algo que poderia ajudar qualquer pessoa ficou ainda mais borbulhante na minha cabeça…

2015: A ideia finalmente saiu do papel. Após quase 2 meses de muitas madrugadas em claro, terminamos a primeira versão dos materiais e da metodologia, colocamos o site no ar e começamos a receber os primeiros cadastros. A recepção da ideia foi mágica, centenas de pessoas aderiram à plataforma nos primeiros dias!

2016: Foi o ano do aprendizado. Ao longo de 2016 crescemos bastante, ajudamos mais de 2mil pessoas, fizemos eventos, crescemos nossa rede de mentores e colocamos a casa em ordem.

2017: Formalizamos a ONG: o Projeto Joule passa a ser o “Instituto Joule”, com estrutura, time e apoio profissional. Com quase 1000 mentores espalhados pelo mundo (literalmente) e muitas ideias para colocar em prática!

Fernando Schneider


Joule

[jáuli] – jou.le, sm (de James Prescott Joule, np), símbolo J, plural Joules [jáulis], FísUnidade usada para medir energia mecânica (trabalho) e térmica (calor) no Sistema Internacional de Unidades (SI).

Em física, trabalho (τ) = força (F) multiplicada pelo deslocamento (Δs):

τ = F x Δs

cuja unidade resultante é o Joule (J)

Sempre achei interessante a associação para a vida real que podemos fazer com essa fórmula. A física mostra que trabalho é a junção do conceito de esforço com o conceito de se mover, sair do lugar. A missão do Projeto Joule é proporcionar a força necessária para que nossos usuários se desloquem para um nível melhor.


Sobre o fundador:

Pai de um pequeno ser humano incrível, casado com uma Gaúcha-Bahiana “arretada tchê”, conhecido notavelmente por ser absolutamente desprovido de qualquer habilidade ou talento (isso encurta minha auto-descrição), internacionalmente famoso pelo seu hobby de testar hobbies e não gostar de nenhum (isso também encurta minha auto-descrição) , tambem conhecido pela sua experiência em não ter sido o melhor em nada, não ter ganhado prêmio nenhum e não ser filho/neto/bisneto/sobrinho/vizinho/conhecido de ninguém famoso ou relevante.

Brasileiro, Paulista de nascimento, Bahiano de coração, Gaúcho/Carioca/Sergipano/Paranaese por “ancestralidade”.

Na vida profissional e pessoal, teve o privilégio de encontrar pessoas fantásticas que o ajudaram a trocar uma vida de desafios e pobreza, por uma vida de desafios e pob… bem, o fato é que continuo pobre, não cheguei em lugar nenhum e ainda por cima cansei de escrever em terceira pessoa!

Com 10 anos tive minha primeira experiência profissional, vendendo latinhas de refrigerante na fila que se formava do lado de fora de uma empresa pública. De lá pra cá vendi cartões de visita, dei suporte técnico por telefone à clientes que hospedavam sites, depois trabalhei no UOL, Dell, Google, Microsoft e atualmente sou consultor da McKinsey & CO, em São Paulo.

Comecei meus estudos com uma bolsa numa pequena escola particular em Taboão da Serra, SP. Depois estudei Mecatrônica, comecei engenharia, larguei engenharia, me formei em administração na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fiz cursos de especialização em Harvard, na FIA/USP, ESPM e um Mestrado em Administração na Tuck School of Business at Dartmouth, nos EUA.

A única coisa comum em todas as minhas experiências e vida é que fui imensamente ajudado por muita gente, que com exemplo, palavras e recursos me deram o que eu precisava. O Projeto Joule é minha forma de retribuir.
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