Olá Mentees!

Hoje é o dia de conhecer a história do Filipe Sodré. Antes de ser contratado no programa de Trainee da Ernest Young, o Filipe participou da mentoria do Projeto J0ule! Ficamos muito orgulhosos de compartilhar isso com vocês. Se foi possível para o Filipe, pode ser para você também. Vamos lá?

 

 

Sumário da Carreira do Filipe:

Estudante do curso Ciências Contábeis da UFRGS. Dois anos de trabalho voluntário de apoio a famílias carentes no nordeste do Brasil. Cerca de 1 ano de experiência em auditoria externa de demonstrações financeiras de médias e grandes empresas, além de 6 meses de estágio internacional em uma instituição sem fins lucrativos nos Estados Unidos e 1 ano de intercâmbio na Brigham Young University. Seis meses como consultor financeiro voluntário em campanha política, assim como participações em outros projetos sociais voluntários de empoderamento econômico, como o Projeto Joule. Aproximadamente 1 ano de experiência na multinacional de consultoria em gestão empresarial, Ernst&Young, nas áreas de performance improvement e risk management.

 

 

Entrevista completa:

Projeto Joule: Conte-nos um pouco sobre você. Como você era ou se sentia antes do Programa e o que o motivou a aplicar pro Programa de Trainees.

Filipe: Eu, sinceramente, sentia-me incapaz, ou melhor, não preparado o suficiente para passar em um ótimo processo de trainee. Lembro que fiz um simulado algumas semanas antes do último dia de inscrição de um grande processo de trainee. Resultado: não fui muito bem. Além disso, quanto mais eu pesquisava o perfil do Linkedin de trainees de renomadas empresas e assistia aos vídeos que elas mesmas postavam sobre seus processos seletivos, mostrando entrevistas de trainees recém-contratados e expressando quais eram as expectativas delas para um deles, mais longe eu me sentia desse perfil pelo qual elas estavam buscando. Recordo-me de ter comentado com minha esposa que não nem iria tentar um dos processos do qual eu mais queria participar porque tinha concluído que não tinha chance alguma. Minha esposa, entretanto, disse-me: “eu confio em você. Eu acredito em você. Tente. O “não” você já tem”.

Tentei. Organizei meu currículo baseado no conhecimento que já tinha e fiz mais algumas pesquisas. Resultado: passei na primeira fase. Fiquei muito feliz. Comemoramos. Ganhei mais confiança e pensei: “por que não tentar outros? ”. Candidatei-me a mais alguns. Então, para minha surpresa, comecei a passar das primeiras fases de currículo. Preparei-me muito para as provas seguintes. Fracassei em algumas, mas continuei acreditando que daria certo. Fui passando para as próximas fases de dinâmicas e entrevistas. No final, depois de muitas derrotas e vitórias, depois de meses de espera, consegui atingir meu objetivo. Não só entrei em um processo de trainee muito bom, mas entrei na empresa onde queria entrar e na área de atuação onde queria trabalhar. Foi uma imensa alegria.

O que mais me motivou para aplicar para um processo de trainee foi querer algo a mais. Foi ter um desejo muito grande de aprender, de desenvolver-me e de gerar um impacto significativo no meio o qual estou inserido. Via o programa de trainee como uma oportunidade de estar trabalhando com pessoas que queriam fazer a diferença, que viam o trabalho como uma missão e não como uma obrigação. Que tinham prazer em criar e construir algo. Via o programa de trainee, em resumo, como uma oportunidade de estar em um ambiente que iria exigir meu máximo, colocando-me em situações de alta pressão e responsabilidade, aproveitando-as para adquirir muito conhecimento e desenvolver muitas habilidades. Todavia, embora eu tivesse esse desejo, foi ter alguém que me conhecia muito bem e que acreditava em mim, que me deu forças para tentar e arriscar. Ao tentar e tentar cada vez mais, os resultados positivos foram acontecendo aos poucos e, na mesma medida, a autoconfiança foi crescendo gradualmente. No entanto, ela era quase que imperceptível no começo.

Hoje, sendo um trainee, e baseado nas experiências que tive nesse processo para me tornar um, digo com certeza que todo aquele jovem que tem um desejo muito forte de se desenvolver, aprender e fazer a diferença, ou seja, de sair da zona de conforto, resolver problemas e superar desafios, independentemente do curso universitário, da faculdade ou da classe social, e que tenha buscado fazer isso durante sua vida, seja na área acadêmica, nos estágios, projetos voluntários ou, principalmente, na sua própria vida pessoal e familiar, é super mega hiper capaz de tornar-se um trainee em qualquer empresa, mesmo naquela que é a dos seus sonhos.

O grande desafio é conseguir ver em nós mesmos todas as habilidades e características positivas que temos. Sempre nos comparamos com o outro e sempre achamos que o outro é melhor. Pode ser verdade que alguém é melhor que você em algum aspecto, mas com certeza você é tão bom quanto em outro. Uma empresa precisa dessa diversidade. Mais importante do que fazer um intercâmbio, estar em uma universidade renomada, ter feito um estágio em uma empresa conhecida, é o que você aprendeu com essas experiências, que diferença fizeram em sua vida, como lidou com seus erros, como você se autoconheceu. Fazer alguma coisa e tornar-se alguém melhor por meio dela são coisas diferentes.

Enfim, o segredo é se preparar, acreditar em você e, principalmente, TENTAR. Um “não” você já tem. Vá atrás do “sim”.

Projeto Joule: Como você se preparou para a seleção?

Filipe: Eu contei com a ajuda de inúmeras pessoas para a preparação em todas as fases do processo seletivo. Primeiramente, busquei conhecer e conversar tanto com jovens que recém tinham entrado como trainees, como também com pessoas mais seniors da empresa. Busquei saber dentro da minha rede de contatos quem conhecia alguém que trabalhava na empresa. Quando não encontrava alguém, fazia um contato direto pelo próprio Linkedin com as pessoas. Eu fazia perguntas sobre como foi o processo seletivo e como se preparar para os novos trainees. Para as pessoas mais experientes, perguntava o que elas esperavam de um trainee: habilidades, conhecimentos e atitudes. Além disso, busquei sites oficiais e de confiança para aprender algumas dicas e direções, como o site da Cia de Talentos, Fundação Estudar, EstágioTrainee.com, Portal My Trainee, Vida de Trainee, entre outros. Também participei de feiras de carreiras e oportunidades, como também palestras de empresas.  Sempre perguntava o que se esperava de um trainee e comparava com a minha situação de oferta daquele momento. Também, a cada etapa do processo, fui fazendo amizade com os próprios candidatos. Inclusive encontrava as mesmas caras em outros processos. Trocávamos contatos e íamos ajudando um ao outro em cada etapa.

Embora toda essa pesquisa e contatos tinham me ajudado muito no começo para passar nas primeiras fases, comecei a ter muita dificuldade na etapa de entrevistas. Comecei a não ter sucesso. Nesse momento, vi que precisava de muita mais ajuda. Um amigo meu comentou sobre o Projeto Joule. Busquei apoio e logo fui atendido. Ganhei uma consultora que literalmente, depois da minha esposa, foi a pessoa mais decisiva para minha aprovação. Com muitos vídeos conferência pelo Skype, troca de e-mails, ligações e mensagens, treinamos muito a parte de entrevistas, de maneira que ela me ajudou a eu mesmo me conhecer melhor e saber contar minha história da melhor maneira possível. Saber contar minha história, de forma coerente e concisa, ligando os pontos, fez toda a diferença. Além disso, ela também me ajudou a organizar meu Linkedin e criar uma rede de contatos. Enfim, hoje minha consultora tornou-se uma grande amiga.

Como disse no início, minha preparação contou com a ajuda de muitas pessoas em todas as fases. Devo essa vitória a todos. Não teria conseguido sem elas.

Projeto Joule: Nos conte um pouco de como foi o processo, quanto tempo demorou, as etapas, etc.

Filipe: No geral, os processos são muito parecidos. Começa com a triagem de currículo, depois provas on-line, dinâmicas de grupo e entrevistas. A variação entre um processo seletivo e outro está na quantidade e subdivisões dessas fases. Por exemplo, algumas pedem que você faça uma prova de raciocínio lógico, português e inglês. Outras pedem tudo isso, acrescida de mais uma prova de contabilidade e atualidades. Outra não pede a prova de inglês, mas pede que você grave um vídeo contando uma história sua em inglês. Nas dinâmicas, por exemplo, algumas pedem que você leve um objeto que o represente e explique o porquê. Outros apenas pedem que você fale. Outras pedem que você mostre alguns slides ou apenas um com algumas fotos. Na dinâmica, embora haja essas diferenças, sempre segue o padrão de você se apresentar em cerca de 2 a 4 minutos. Em seguida, você precisa, em grupo, resolver um desafio e apresentar para a bancada que sempre são gerentes ou seniors da empresa. Dependendo da empresa, também pode haver a necessidade de escrever uma redação.

A última fase, a etapa de entrevistas, sempre é feita, primeiramente, com um gerente ou sênior da empresa. Ele é a pessoa que praticamente vai avaliar como seria trabalhar com você diariamente. Ele presta atenção em pontos sobre trabalho em equipe, lidar com pressão, comprometimento, entre outros. Em seguida, dependendo da empresa, há mais uma ou duas. No meu caso, a primeira foi com o gerente, depois diretor e por último sócio. Nessas duas últimas, o sócio ou diretor quer praticamente entender como que você se comportaria em frente ao cliente, ou seja, se ela pode confiar em deixar você sozinho com o cliente, sem manchar o nome da empresa.  Ele sai um pouco da parte técnica e de conhecimento, buscando entender melhor seus motivos, aspirações, metas e objetivos para constatar se estão em linha com o que a empresa procura. Todas essas entrevistas podem se bem diferentes, em virtude do perfil do entrevistador. Portanto, não há um padrão a ser seguido. O importante é tentar entender muito bem o perfil do entrevistador e encontrar maneiras para que ele se sinta confortável, confie e goste de você.

Projeto Joule: O que você acredita que pode ter sido o seu diferencial para conseguir ser selecionado?

Filipe: Meu maior diferencial foi contar com o máximo de ajuda possível. Todo esse apoio ajudou-me a me preparar para cada fase do processo seletivo. Ao longo do tempo, fui adquirindo novos conhecimentos e desenvolvendo como também aperfeiçoando habilidades. Também fiz muitos amigos.

Dentre os apoios que tive, o que mais foi fundamental, vital e decisivo, praticamente um divisor de águas, foi o de preparação para entrevistas. Essa preparação exigiu que fosse feito o exercício de autorreflexão o qual toma tempo e é demorado. Nesse processo, você precisa rever suas motivações, sua história, o porquê de tomar certos rumos e não outros, para que toda a sua história faça sentido, mostrando que os pontos estão conectados e que, fazer parte da empresa a qual você está concorrendo, realmente é o próximo passo que mais faz sentido na sua trajetória baseado no que já aconteceu e no que você quer no futuro. Fazer esse exercício ajudou-me muito a fazer entrevistas de forma confiante e coerente, passando segurança para o entrevistador de que eu sabia o porquê estava ali e que iria aproveitar a oportunidade de fazer parte do time da melhor maneira possível.

Enfim, receber muita ajuda de várias pessoas em todas e, principalmente, apoio para me autoconhecer, foram meus diferencias.

Projeto Joule: Quais foram os seus maiores desafios durante o Programa de Trainee?

Filipe: Para mim, os maiores desafios foram as questões emocionais. O processo é demorado tanto no geral quanto entre uma etapa e outra. Nesse meio tempo, passam muitas coisas na sua cabeça. Você vê outras pessoas recebendo ligações para as próximas vezes e só porque não te ligaram dez minutos depois, você já começa a ficar preocupado. Além disso, quando você participa de uma etapa, principalmente dinâmicas e entrevistas, e cria a expectativa de que foi bem, mas depois recebe uma resposta negativa, a frustração aparece e você precisa se controlar para entender que, sim, você deve se avaliar para saber o que melhorar para o próximo, mas que também existem muitas outras variáveis tão subjetivas quanto que você não pode controlar. O desafio depois de um “não” é continuar animado. Continuar tentando. Manter a calma. Buscar melhorar a cada “não”. Outro desafio para mim foi não ficar dando bola para “crenças populares” de trainees. Existem muitas estatísticas, comentários e conclusões que correm entre trainees. A maioria são desculpas de pessoas que não conseguem passar. O desafio é focar na realidade, em como você se sentiu no processo e no que observou, buscando transformar essas impressões e sentimentos em fontes de iniciativas para melhorar para os próximos processos e fases.

Projeto Joule: De todas as experiências que teve no seu tempo de Trainee, qual você considera mais válida para a sua carreira profissional?

Filipe: Dentro da área de Advisory da EY, temos muitos projetos que são complexos, tanto no entendimento quanto na execução, em diversas indústrias. Além disso, são projetos que geram um impacto muito alto tanto em curto quanto em médio e longo prazo, em virtude do tamanho do cliente e de sua influência na sociedade. Aprendemos muito tanto estudando formalmente quanto na própria prática ao longo do projeto. No entanto, a experiência mais válida para mim é a cultura tanto formal quanto informal de feedbacks que temos. Sempre depois de tantas horas de projeto, formalmente recebemos um feedback de nosso sênior de como estamos nos saindo, tanto positivamente quanto negativamente, em vários pilares, como relacionamento, técnico, operacional, entre outros. Essa cultura e prática permite que o aprendizado, amadurecimento e desenvolvimento profissional seja muita mais rápido e cumulativo. Por causa disso, depois de pouco tempo, você já percebe uma grande diferença no seu desempenho.

Projeto Joule Quais dicas você daria para quem está se preparando para um processo de Trainee?

 

Filipe: Pesquise. Essa é palavra-chave. Pesquise as empresas, os processos, os candidatos e tudo que estiver relacionado. Principalmente, pesquise VOCÊ MESMO. Aproveita essa oportunidade para se autoconhecer. Quanto melhor você entender como tudo funciona, vai ser mais fácil de reconhecer o que você precisa melhorar e como fazer isso. Além disso, quanto mais você se autoconhecer, mais consciente vai ser sua decisão de querer entrar naquela empresa, passando mais confiança para os recrutadores nas horas de dinâmicas e, principalmente, entrevistas. Quanto mais confiança e segurança passar, melhor para ambos os lados, pois nem você nem a empresa perdem tempo. Depois de pesquisar e ver quais aspectos precisa melhorar, simplesmente faça um plano de ação e o execute.

Outra dica que dou é buscar o máximo de ajuda possível para todos os aspectos e fases. Busque por todos os veículos. Sites, pessoas, conversas on-line, livros, projetos sociais, canais no youtube, etc. Também, procure buscar informações dos dois lados quando pedir uma opinião. Por exemplo, se alguém falar mal de alguma empresa ou processo, procure também alguém que falou bem. Tente entender por que motivos a pessoa teve tal opinião e se esses motivos são em virtude de expectativas não realizadas as quais você também tem ou não.

Uma dica mais técnica é estar com o inglês pelo menos de acordo com a descrição da vaga. Cedo ou tarde, você vai usar. Isso também pode ser um critério de desempate.

A última dica geral: TENTE. Tentar é o melhor método para iniciar porque tentar é fazer um self-assessment. Tentando você consegue ter um feedback real de como está, onde está e o que precisa fazer para chegar lá. Sem saber exatamente qual a sua situação atual, você nunca será capaz de traçar um plano realista para atingir suas metas. Talvez precise de mais ou menos tempo. Só saberá se tentar.

Por último, sumarizo dizendo que o autoconhecimento é o aspecto mais importante. Existem vários processos de trainees. Eles não são iguais. Busca-se por perfis diferentes. São empresas diferentes com planos de carreira diferentes com funções diferentes que exigem diferentes qualificações tanto interpessoais quanto técnicas. Se você não souber exatamente o que quer e onde tanto seu perfil quanto suas metas de médio e longo prazo se encaixam, sua chance de passar nos processos que concorrer é muito baixa. Você pode não passar nos processos, frustrar-se e acreditar que não tem capacidade. No entanto, o seu problema é que você está no lugar errado, mas só você não percebe, enquanto as empresas conseguem perceber. Portanto, entenda o que gosta, o que quer, o que não quer, suas prioridades, os sacrifícios que está disposto a fazer, entre outros. Depois, escolha a empresa que melhor se encaixa com você. Como resultado, sua chance de passar em um processo de trainee e, principalmente, de estar feliz no seu trabalho depois, é muito maior.

 

Conheça mais sobre a Empresa que o Jordan fez o Programa de Trainee: http://www.ey.com/br/pt/about-us/our-history/quem_somos_-_nossa_historia

 

Saiba mais sobre o Programa de Trainee da Ernest Young:

https://beyellow.com.br/

 

Prazo: Inscrições podem ser feitas até o dia 1º de outubro de 2017 através do site acima.

 

Pré-requisitos:
O programa é destinado a estudantes universitários e recém-formados (até dois anos):
• Ciências Contábeis: a partir do 2º ano e inglês nível básico.
• Administração de Empresas, Ciências Atuariais, Direito, Economia, Engenharia (todas), Estatística, Física, cursos de TI, Matemática e Relações Internacionais: a partir do penúltimo ano de graduação e inglês nível intermediário.

Etapas do Processo Seletivo:
1a Etapa: Avaliação Curricular;
2a Etapa: Apresentação institucional e Redação;
3a Etapa: Testes Online: Português, Lógica, Inglês (eliminatórios) e Contabilidade Básica (classificatório) e Escolha da área de interesse (online);
4a Etapa: Dinâmica de Grupo;
5a Etapa: Entrevistas Finais;
6a Etapa: Processo Admissional

 

Agora é com vocês, mentees!

 

 

 

 

Série Trainees: Filipe Sodré – Trainee na Ernest Young
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