Olá Mentees!

Hoje vamos contar a história da Isadora Carriço, que foi Trainee na Johnson & Johnson. 

Na entrevista abaixo você terá informações dos desafios, trajetória e aprendizagens adquirid0s durante e após o Programa de Trainee.

Sumário da Carreira da Isadora:

Atualmente está cursando MBA e fazendo estágio na MediaCom no Canadá. Anteriormente Foi Coordenadora Sênior na Unilever, Antes atuou como Analista de Trade Marketing na J&J e Trainee na J&J. Formação em Negociações Internacionais pela UESC e Pós graduação em Marketing pela ESPM.

 

Entrevista completa:

Projeto Joule: Conte-nos um pouco sobre você. Como você era ou se sentia antes do Programa e o que o motivou a aplicar pro Programa de Trainees.

Isadora: Eu fiz uma faculdade estadual no interior da Bahia, a UESC. A primeira vez que ouvi falar em programa de Trainee, achei que era impossível chegar lá. Sabia que era um processo rigoroso, e acreditava que por eu não estar em uma grande faculdade de alguma capital, nunca conseguiria passar. Quando comecei a aplicar para os processos, eu estava fazendo estágio na area de comércio exterior, e estava extremamente entediada. O meu trabalho era muito burocrático e sem qualquer desafio ou novidade, o que me levou a tentar o impossível. O “não” eu já tinha, então caso eu não conseguisse, a única coisa que eu teria perdido por tentar seria o meu tempo – que na realidade eu teria gasto assistindo séries de TV, então não era tão ruim assim! Comecei a ler quais eram as exigências (geralmente estar no último ano da faculdade ou ter se formado no máximo dois anos, e ter inglês avançado), e vi que talvez eu pudesse passar da primeira etapa – a análise de currículo. Não só passei da análise como pelas outras 4 etapas seguintes, e fui selecionada para o programa de Traineeda Johnson&Johnson 2011.

 

Projeto Joule: Como você se preparou para a seleção?

Isadora: O primeiro passo é identificar quais empresas têm os mesmo valores que você, e se enquadram no seu perfil. Não, perfil não é baboseira do pessoal de recursos humanos. Você é uma pessoa extremamente competitiva, ou prefere trabalhar em grupos e atingir um objetivo em conjunto? Algumas empresas como a Ambev valorizam demais o primeiro perfil, e outras como a Johnson preferem pessoas do segundo. Obviamente que eles sempre buscam pessoas que tenham atitudes de futuros líderes (exemplo: nos seus grupos da faculdade, você geralmente toma a frente e lidera o grupo?), mas algumas empresas valorizarao mais atitudes individualistas do que outras. O segmento da empresa tambem tem que ser considerado: eu odeio cigarro, e nunca trabalharia em uma empresa que vendesse esse tipo de produto. Uma vez que você determinou quais empresas te interessam, sugiro que faça um arquivo com as datas limites de aplicação de cada empresa. Você não pode perder nenhum prazo de inscrição! Algumas perguntas também são tipicas de varios processos, como “Conte-nos uma situação em que você liderou algo/alguém” ou “Conte-nos uma situação em que você teve que superar um desafio”. Pense bem quais foram essas situações, escreva em um arquivo, e deixe-o guardado, pois você usará a mesma resposta para vários processos diferentes. Por fim, antes de aplicar para o processo, leia sobre a empresa! Informe-se! O que essa empresa tem de bacana? O que não é tão legal assim? O que parece ser interessante? Tenha tudo isso em mente na hora da aplicação, e por mais que você vá usar algumas respostas padrão, tente customizar ao máximo as respostas.

 

Projeto Joule: Nos conte um pouco de como foi o processo, quanto tempo demorou, as etapas, etc.

Isadora: O processo se iniciou em julho/julho, e foi até novembro. Foram 5 etapas: análise de CV, prova de conhecimentos gerais/inglês, dinâmica de grupo presencial/entrevista individual, entrevista em inglês por telefone, e dinâmica final/entrevista individual com o board de diretores. Sei que hoje o processo da Johnson está bem diferente, e as etapas não são mais as mesmas. De qualquer forma, a maioria dos processos contem uma dinâmica de grupo. Seu comportamento nessa dinâmica precisa ser de acordo com o perfil da empresa. Na da Johnson, por exemplo, eu ouvia as opiniões de cada pessoa do meu grupo, e buscava extrair o melhor de cada ideia. Quando era a minha vez de falar, eu fazia um resumo rápido das ideias dos outros e acrescentava a minha opinião. Dessa forma eu demonstrei que sabia ouvir, e que valorizava a visão dos outros – o que para a J&J tem muito valor!

 

Projeto Joule: O que você acredita que pode ter sido o seu diferencial para conseguir ser selecionado?

Isadora: Creio que o que tenha me diferenciado dos outros candidatos tenha sido a minha capacidade de ouvir os outros e ao mesmo tempo claramente liderar as discussões nos grupos. O líder não precisa ser aquele que mais fala, e sim o que guia o time para que a solução seja encontrada. O fato de eu não ter medo de trabalho, e sempre buscar novos desafios também pode ter sido um diferencial – eu trabalhei de garçonete nos Estados Unidos, e isso mostrou que eu conseguia lidar bem com as pessoas, e que não me julgo melhor nem pior que ninguém. Além de enxergar a importância de todas as tarefas, por mais simples que elas sejam. Por fim, ter conseguido controlar minha ansiedade e nervosismo, e dessa forma conseguir expressar minha admiração pela empresa e meu conhecimento de forma organizada e articulada – sem gaguejar ou pedir para começar de novo.

 

Projeto Joule: Quais foram os seus maiores desafios durante o Programa de Trainee?

Isadora: O maior desafio foi controlar a minha ansiedade. Eu queria muito me provar, mostrar que eles estavam certos em terem me selecionado, e que precisavam me contratar no final do programa. Qualquer trainee se coloca uma pressão muito grande, uma vez que a efetivação não é garantida. No entanto, controle emocional é fundamental para conseguir absorver toda a carga de novo conhecimento, e conseguir enxergar as oportunidades. Outro grande desafio foi entender os processos e como funciona a estrutura de uma grande empresa. Eu fui contratada para trabalhar em um processo que eu nunca tinha ouvido falar, e de repente estava aprendendo como tocá-lo.  O que me ajudou a superar esse desafio foi a humildade de admitir quando eu não entendia algo, e sempre perguntar ao invés de fingir que entendi.

 

Projeto Joule: De todas as experiências que teve no seu tempo de Trainee, qual você considera mais válida para a sua carreira profissional?

Isadora: A experiência que considero mais válida foi a mudança de área depois de apenas um ano. Fui transferida de São Paulo para o Rio de Janeiro, e com isso consegui trabalhar com pessoas de culturas, idades e históricos totalmente diferentes. Meu primeiro chefe tinha 30 anos de empresa e era de São Paulo. Minha segunda chefe tinha 30 anos de idade e já morava há muito tempo no Rio.  E independente da mudança de estado, a mudança de área/ambiente me tirou mais uma vez da minha zona de conforto e me fez continuar pedindo ajuda para entender melhor os processos e onde estavam as oportunidades.

 

Projeto Joule: Quais dicas você daria para quem está se preparando para um processo de Trainee? 

Isadora:

1 – Não preste processos de empresas que você não admira. É tentador aplicar para o máximo de processos possíveis, mas depois da primeira etapa (análise de currículo), você vai começar a ter que fazer provas ou cumprir desafios, e isso cansa para caramba! Você pode acabar perdendo o foco das empresas que realmente gosta só para responder mais um questionário de uma empresa X.

2- Não menospreze as suas conquistas ou a sua experiência. Tudo tem seu valor, mesmo a menor tarefa. Por exemplo, se em algum estágio ou trabalho boa parte das suas tarefas é arquivar documentos, isso mostra que você é organizado e usa lógica na hora de executar as tarefas. Ou se você já trabalhou como vendedor de loja ou garçom, você é flexível, sabe negociar e conversar com diferentes tipos de pessoas. Encontre o aprendizado que você obteve em cada tarefa!

3 – Se organize! Não perca os prazos de inscrição nem as datas de cada tarefa. Os trainees das maiores empresas so abrem processo seletivo uma vez por ano, e você não vai querer perder as datas por falta de atenção.

4 – Busque controlar seu nervosismo na dinâmica! Fale alto e demonstre confiança – e não arrogãncia – no seu discurso. Se você chegou na dinâmica, vocé ja ultrapassou pelo menos 10 mil candidatos, e merece ser ouvido.

5 – Por mais clichê que pareca, seja você mesmo! Os times que selecionam os candidatos são treinados para identificar aqueles que estão mentindo ou fingindo ser algo que não são. E mesmo que não fossem, o quão feliz você seria ao entrar numa empresa e precisar continuar fingindo que é super extrovertido se você nao é? Não só a empresa te escolhe, você tambem escolhe a empresa, e precisa estar 100% feliz e de bem com você mesmo e com sua escolha.
 

Conheça mais sobre a Empresa que a Isadora fez o Programa de Trainee: https://www.jnjbrasil.com.br/

 

O Programa de Trainee da J&J 2018 deve abrir inscrições no início de 2018:

https://www.jnjbrasil.com.br/carreiras/home

 

 

Agora é com vocês, Mentees!

Série Trainees: Isadora Carriço – Trainee na Johnson & Johnson
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